KEPPLER ROBERTO PDF Imprimir E-mail
Escrito por Saga Hunt   
Lunes, 28 de Febrero de 2011 12:26

 

Proyecto Cruz del Sur agradece la constante generosidad demostrada por Roberto Keppler. El presente es un artículo escrito por el artista para el el Instituto de Investigación de FAAP - Sector Arte en Julio de 1985





KEPPLER ROBERTO (Sao Paulo, SP, 1951)


A NATA E O LEITE, CONTEÚDO E CONTINENTE

Cada Petra, objecto, folha, fragmento, tem uma história. Quando novo, antigo, submetido ao uso, ou mesmo quebrado. O detalhe particular de cada ruptura mostra uma história. Conclui-se, se aprende, se informa no mínimo um pouco. Curioso e detetive, o espíritu revela o universo, tal qual o pensamento do oriente em conflito com a revolução industrial do ocidente. Carece se descobrir a consciência, do sentido de se estar vivo. Não é a saciedade; não é só a fome. A roda, o plano inclinado, a alavanca, mas basicamente sempre o HOMEN. Início, meio, fim: destino.

Existe a máquina, mas só por si, a máquina não tem sentido, ou o tem simplesmente imposto. Deve ocorrer uma revolução, contra o documento puro e simples: informação não se arquiva, circula. Mais importante que o capital, pois o antecede e sucede pelo potencial que encerra.

Acesso, está em nossas mãos. O vôo da abelha, a fonte e a sede, se procura, o mel, a água. Da disponibilidade em tantos escritórios sua origem se perde em tantos funcionários, artistas sem nome, sem profissão como tal, originais inventores da arte, despertada em algum instante… (quem inventou o pão?).

A máquina é um instrumento, seu operador, aquele que selecciona os originais que serão reproduzidos; aquele que fará desta folha em branco uma cópia, um módulo de leitura e escrita, repetindo, impresso, mais ou menos fiel àquilo que viu, a importância do que foi visto. Essa característica de perde de definição da imagem reproduzida, também é um dos instrumentos, agilizando a leitura desta como estrutura, aumentando a dramaticidade do texto pelo contraste maior nas letras.

No entanto o que qualifica esse piloto de máquina é a eficiência na escolha deste módulo de imagem. A leitura tem que ser tão rápida que estimule o observador tão logo percebida, tão pequena seja a atenção disponível, para uma probabilidade maior de ser vista.

Proporções de leitura, espontânea, instantânea, saboreada em profundidade, percorrida na memórida, do passado e da imaginação. O centro de atenção no campo da folha, consideradas às margens é a dimensão do cartão-postal.

Pequeno pedaço de papel, a disposição da leitura do carteiro, junto com o dedereço, junto com a ética burlada de não se ler a correspondência alheia… Talvez por isso a intimidade se disfarça  censurada no discurso superficial, trivial até naturalidade e carinho. Ou até bem intimista, e se tanto, a ninguém, será que importa? Comercial, ainda uma forma gentil, ao menos formal, mas sempre objectiva e específica.

A noticia de jornal poderia ser mais resumida? Então algumas são recortadas, são tão significativas para o entendimento do percurso do HOMEN, que são coleccionáveis, mas o papel do jornal se estraga com o tempo, o xerox não.

Um longo caminho, muitas coleções desfeitas pelo tempo, muito material perdido, muito guardado, reproduzido, difundido ao longo dos anos.

Paralelamente a Fotografia, mais selectiva ainda, sem limitações, pois toda imagem e reduzida ao formato próprio para reprodução: tamanho, textura e gradação de contraste.

Justifica-se a escolha da xerox convencional para a reprodução da fotografia, embora exista a xerox colorida: o preto que caracteriza a estrutura e profundidade da imagem, na xerox colorida é obtido pela saturação dos três pigmentos de cor, que por imprecisão mecânica sempre resutará um "preto" divergente, conforme um dos pigmentos menos predominante, portanto indefinindo a estrutura e profundidade da imagem.

Do estudo em xerox de cores possíveis para reprodução de fotografia em gravura, surgiu o conceito de manipulação da imagem, a princípio apenas em serigrafia. Devido à facilidade do recurso passou-se a uma quantidade cada vez maior de projectos. Estes tornaram-se material para exposição, que prmeira, em São Luis, no Museu Histórico e Artístico do Maranhão (Fevereiro de 1978).

A consequência deste trabalho foi a proposta de viabilizar a reprodução das cópias em diferentes materiais, para execução de matrizes para diferentes técnicas de gravura, xilo, metal, lito, etc…

A viabilização do projeto desenvolveu-se em exposições sucessivas, culminando recentemente com a xerox em vidro…

Em todos materiais, particularmente, não foi desenvolvida em profundidade a questão de ser fazer a gravura, mas sim provas de estado e que era possível. A xerox tornou-se um fim, um objecto, uma obra. Mas a obra em si não basta…


Texto escrito pelo artista ao
Instituto de Pesquisa de FAAP - Setor Arte
Julho de 1985

 

Última actualización el Miércoles, 16 de Marzo de 2011 15:19
 

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